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Quanto cobrar por uma peça de crochê: um guia de precificação

Material, tempo de trabalho e margem: o método recomendado pelo Sebrae para chegar ao preço de uma peça artesanal.

por equipe mangue conecta
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Etiquetas de preço em branco penduradas em bolsas de crochê, com fita métrica e tesoura sobre a mesa
imagem ilustrativa gerada por IA

Para chegar ao preço de uma peça artesanal, o Sebrae recomenda somar os custos diretos, os custos variáveis, uma parte dos custos fixos, a remuneração de quem produz e a margem de lucro. O órgão oferece uma planilha gratuita para fazer a conta.

Passo a passo

  • Custos diretos: linha, argila, tecido, aviamentos e tudo o que vai na peça.
  • Custos variáveis: frete, embalagem e taxas de venda.
  • Custos fixos: uma parte das contas do mês, dividida pelas peças produzidas.
  • Remuneração: o valor das horas de trabalho de quem produz.
  • Margem: o que sobra para o negócio crescer.

O Sebrae também cita o artesanato entre os produtos que podem ter preço definido pelo valor percebido pelo comprador, e não só pelo custo.

O preço afasta o comprador?

Numa pesquisa do Sebrae com 2.400 consumidores de artesanato, 27% disseram ter desistido de uma compra pelo preço, e 39% por falta de qualidade ou acabamento, segundo o jornal O Democrata. O gasto médio por compra foi de R$ 150.

Onde aprender

O projeto Mãos Criativas, do Sebrae RJ, tem precificação entre os conteúdos; na edição de 2026 eram 50 vagas, por R$ 150, com oito meses de duração e exigência de dois anos de artesanato. No Mangue Conecta, as capacitações gratuitas incluem empreendedorismo e desenvolvimento de produtos.

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