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Sem fiador: como o aval solidário abre o microcrédito para artesãos no Rio

Linha da AgeRio empresta de R$ 300 a R$ 21 mil com juros de 0,25% ao mês e aceita um grupo de 3 a 10 artesãos como garantia.

por equipe mangue conecta
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Mãos de várias pessoas apoiadas juntas numa mesa com novelos de linha e peças artesanais
imagem ilustrativa gerada por IA

Artesãos do estado do Rio podem pedir microcrédito de R$ 300 a R$ 21 mil na AgeRio, a agência de fomento do estado, com juros de 0,25% ao mês, carência de até 12 meses e prazo de até 24 meses. A garantia pode ser um aval solidário: um grupo de 3 a 10 artesãos que se conhecem e confiam uns nos outros.

Como funciona o aval solidário

No aval solidário, todos os integrantes do grupo são ao mesmo tempo tomadores e avalistas: se um deles não consegue pagar, o grupo se une para cobrir a parcela, segundo a AgeRio. O aval também pode ser individual.

Quem pode pedir

A linha, feita em parceria com a Secretaria de Estado de Turismo, exige a Carteira Nacional do Artesão, identidade, CPF, comprovante de residência, fotos do empreendimento e conta bancária. Não pode haver restrição no Serasa nem dívidas acima de R$ 80 mil, sem contar financiamento imobiliário. A carteira mudou de regra em 2026: leia a matéria.

Por que o crédito pesa

Falta de capital é citada por 51% dos empreendedores de favela, e 25% relatam dificuldade de acesso a crédito, segundo pesquisa do Data Favela encomendada pela VR, publicada em fevereiro de 2026.

Outra porta

O programa federal Acredita no Primeiro Passo oferece inclusão produtiva e microcrédito orientado para pessoas de 16 a 65 anos inscritas no CadÚnico, segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

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